sexta-feira, 23 de outubro de 2015


O poder da bala




Em todo Brasil, a criminalidade vem se multiplicando em frações em que  só podem ver através de laboratórios. Um país que gera violência e que tem promovido a violência, não pode ser ausente do debate da guerra urbana que extermina membros das comunidades e policiais. Hoje, ser policial, sair para trabalhar no policiamento diário eleva a adrenalina policial: medo, audácia e matar ou morrer.

Há 40 anos escuto as mesmas coisas; o crime está controlado. Será? Um país continente e fronteiras abertas a todas as práticas de contravenções, que arma o crime organizado. Enquanto a segurança pública do país diuturnamente vem combatendo as redes de organizações criminosas no combate as drogas, alguns congressistas insistem através de projetos diabólicos aprovarem o uso da maconha, e, subsequentes as outras drogas vim juntas.

Como combater o crime organizado dentro das próprias estruturas de segurança do país? Homens armados e pagos pelo Estado, alguns na ilegalidade, são parceiros de criminosos e traficantes. Políticos que comandam grupos de extermínio e redes de distribuição de drogas. Policiais que em um turno é policial e no outro a serviço do narcotráfico.  Uma verdadeira gangorra da imoralidade e de mentiras.
Não se pode combater o crime com um sistema de segurança em frangalhos. Departamentos de policia civil que não funcionam, investigações pela metade ou algumas nem se quer começam.  Enquanto isso, os homens abnegados e que fazem a lei ser respeitada, são trucidados, mortos e expostos de maneira revoltante como sendo mais um crime sem solução.

Nessa manha, dois policiais, honesto, trabalhadores e cumpridores de suas obrigações, foram mortos de maneiras covardes e bárbaras, deixando a segurança publica do Estado em choque. A brutalidade indignou não apenas a comunidade policial, mas a toda sociedade alagoana. Mas alguém grita! Sim, mais um que morre sem ver a luz do sol... Sem luz do sol e justiça.
Projetos e leis paradas em um congresso de corruptos, assassinos, ladrões, nefastos e falsos representantes do povo; que nada votam a favor do povo, mas esconde a verdade. Mais de 70% de políticos de Brasília tem processos por crimes, roubos e improbidade administrativa.

O cheiro do sangue que jorra nas cidades do Brasil, parece brinquedo ou ficção de filmes como mera coincidência. E nós... Que choramos a morte de nossos companheiros, oramos todos os dias para não ser o próximo dessa matança promovida por um Estado sem leis, sem ordem, sem vergonha e sem vontade de querer mudar.


Um arsenal de guerra nas mãos de bandidos, e políticos que armam bandidos quando não votar com seriedade as leis que deixaria na cadeia criminosos e lideres de facções. BRASIL, UM PAÍS DE ILUSÕES E DE TROUXAS E DE POLÍTICOS SEM CARÁTER, POBRES RICOS.


Elias Barbozza

segunda-feira, 31 de agosto de 2015




A luz se apaga














Cercada em seu quarto,
Varias interrogações;
O silencio tange a surdez da madrugada,
Seu sono, entre livros e papel.

Se recolhe da vida,
Pela complexidade de amar;
Fecha a porta dos sentimentos;
Não quer ninguém para toca-la.

Um sorriso preso,
Olhar amargo e distante;
Quer apenas que chegue logo à noite;
O quarto fecha, a luz se apaga;
Agora ela vai dormir...



Elias Barbozza


quarta-feira, 24 de junho de 2015






Filomena e prefeito Vavá

A corda ai minha gente
O sino da capela tocou,
O prefeito da cidade e sua dana,
De sua viagem retornou. 



As senhoras mas devotas
Logo o rosário pegou,
Ascendeu vela pra são Benedito,
Daquela vila o protetor.
Todos vão chegando aos pouco,
Aves Maria começam a rezar,
Quando entram na igreja
Dona Filomena e seu Vavá.

Os sempre curiosos
Que fofocam em todo lugar,
Exclamam: Valei padinho Cíço!
É o Santo do Ceara. 

Vão entrando na igreja
Os ilustres do lugar,
E cumprimentam seus nativos,
Um sorriso de lascar.

Com um óculo bem escuro,
Roupa de grife de caruaru,
Sapato cavalo de aço,
Inclinado parecia canguru.

Dona Filomena 
Com cintura de pilão,
Um grande decote nas costas,
Parecia asa de avião,

Uma saia justa e curtinha
Salto alto a desfilar
E seu decote na Frente,
Fez até o padre olhar.

Sentaram na primeira fila,
Queriam até se confessar,
Mas o padre logo diz,
Depois que a missa acabar.

Na celebração da Eucaristia,
Foram os primeiros a se preparar
Comeram toda hóstia consagrada,
Pedindo guardanapo para a boca limpar.

O padre vendo aquela cena,
Foi o crucifiques pegar,
Também pegou a água benta,
Para coisa feia expulsar.

Homens, mulheres e crianças,
Que já sabiam rezar,
Disseram: Vamos ajudar o padre!
Esse demônio expulsar.

Seu Vavá logo se levanta,
Na igreja decide dançar,
Também ascende um cigarro,
Risos vindos de todo lugar. 

O padre já quase desmaiado,
As biatas correram para abanar,
Foi quando alguém gritou.
Chama o pastor para orar!

O padre do susto se levanta,
Parecia que nada aconteceu,
Enquanto seu Vavá e Filomena,
Da Igreja se foi e se benzeu.

Os devotos da localidade
Vão deixando o lugar,
O padre Ambrósio exclama.
Esperem! Levem a bênção pra seu lar. 

Mas o prefeito indignado,
Pela humilhação que passou,
Mandou fechar a igreja 
Uma carta ao Arcebispo enviou.

A diocese não aceita
Que feche e tire o padre do lugar,
E logo manda chama o prefeito,
E Filomena pra conversar.

Meus filhos tão amados,
Os que mais dízimos nos dar,
Ignorem aquela gente,
Queremos sempre com vocês contar.

Vavá aceita a desculpa
Um cheque ao Arcebispo entregou,
Que alegre com os olhos arregalados, 
Disse: esse povo ama o senhor Doutor!



Elias da Silva Barbozza

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Crônica da Iluzão








Como se pode conter a fúria
da água,

Beber o gelo que anestesia a
língua,


Mesmo com o calor que agita
e queima a pele,


Ficamos ao sol para ser

penetrado por seus raios de calor.


poema de Elias Barbozzza

quarta-feira, 1 de abril de 2015

MINHAS LÁGRIMAS - ELIAS BARBOZZA





Medite nesta canção e Deus ti dará respostas para as tuas orações, na voz romântica do barítono Elias Barbozza


sábado, 21 de fevereiro de 2015



Irresponsabilidade fiscal, moral e financeira






Sempre que governos assumem novas gestões publicas, a palavra de ordem sempre é a mesma: o dinheiro sumiu. Sim, sumiu como magica ou fora desviado para paraísos fiscais em países que contribuem para a corrupção fiscal financeira? Quem poderá nos responder? O Chapolim colorado ou a justiça de nosso país. O trem da alegria que faz centenas de políticos rirem é o mesmo que fazem muitas crianças morrerem nas maternidades sem direito ver a luz do sol. É um país que hipócritas pobres que ficaram ricos da noite para o dia.


As cifras usadas pelas quadrilhas de partidos políticos, empresários, parlamentares e laranjas, confundem até eles mesmos: só se falam em milhões e bilhões de dólares desviados, vilipendiados que sustentam o crime organizado da politica brasileira.

Exemplo dessa farra e crime de improbidade administrativa acontece no Brasil, mas quero falar do Estado de Alagoas, o berço dos marajás da vergonha e da desonestidade e facções criminosas comandadas por diversas famílias que usa o poder e a corrupção, como meio de vida.

Téo Vilela, como é chamado o filho do grande menestrel de Alagoas, em oito anos de governo aumentou as dividas do Estado, contraiu empréstimos bilionários para saldar dividas de empreiteiras, usinas falidas e o quartel dos plantadores de cana que através da escravidão trabalhista, dança em favos de mel enquanto seus trabalhadores amargam a fome e horrores. 

Mas a esperança de dias melhores apesar da desconfiança já começa aparecer, Renan Filho vem com a mesma pregação mentirosa que não se pode ir além da responsabilidade fiscal. Essa lei na verdade veio para mascarar a gastança de governos corruptos e gestores nefastos que usam dinheiro publico para contrair e comprar bens particulares. Em Brasília, o ex-governador Agnelo do PT, deixou a cidade, dos sonhos, sucateada em pânico após quatro anos de irresponsabilidade fiscal, moral e financeira.

Em Alagoas, a historia é idêntica, porem, com a mesma canalhice que ocorreu em outros Estados do Brasil. A esse descaso, as prefeituras municipais estão com pires nas mãos pedindo esmola para salvar seus habitantes: é de cortar coração a desordem social de nossos irmãos, sobretudo, do sertão brasileiro. 



Jornalista Elias Barbozza

sábado, 7 de fevereiro de 2015


O amor se transformando em ódio






Em nossa sociedade o individualismo tem se tornado maior que a coletividade. O medo à descrença e o stress talvez tenham a contribuir com tais comportamentos. O mundo já caminha para um governo mundial. Enquanto país vivencia guerras civis, a infração, a corrupção e o terrorismo, comprometem a paz e a economia mundial: países de terceiro mundo, tal qual o Brasil, mergulha na degradação social e aumento da criminalidade. 

Investimentos bilionários jogados ao lixo, fruto da corrupção, onde apenas uns poucos usufruem dos bens e da boa alimentação. Sem contar, a assistência medica que o Estado não promove, e o lixo humano nos corredores dos hospitais se multiplicam. 

A decadência moral cresce enquanto o mal se torna moeda de troca. Diante desse caos a bandeira da honestidade rasga seus últimos tecidos. A violência estampada nos jornais e revistas mostra um pouco da pandemia sem controle ou combate: o mundo chora as amargas injurias sociais.

Hoje o mundo se ver diante e uma nova cultura terrorista: o estado islâmico. O ódio produzido por agentes nefastos movidos pelo poder criminoso, espalha medo e cria comoção mundial a cada ato bárbaro de assassinato. Impotente, as vitimas choram lágrimas de sangue.

Uma religião que convive desde sua criação com a propagação de ódio e vingança. Sim, há quem diga que não, mas essa ala do islamismo prega trechos do Alcorão: doutrinas e normas dessa religião. O piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh foi queimado vivo por extremistas do Estado Islâmico. Já esta virando rotinas essas execuções, nós, e autoridades mundiais não podemos apenas contemplar sem nada fazer.


A sociedade mundial começa a voltar, ou seja, regredir no tempo e abandonar o amor e reinventar o ódio e a dor. A bandeira branca, o azul do mar, que reflete o azul do céu, deu lugar ao vermelho que suja o corpo e a alma.



Jornalista Elias Barbozza